King Lion



Jah ou Yah (hebraico יָהּ) é uma forma poética abreviada do Tetragrama YHVH (יהוה), o nome atribuído a Deus. Esta forma abreviada é representada pela primeira metade do tetragrama, isto é, as letras yohdh (י) e he’ (ה), respectivamente a décima e a quinta letra do alfabeto hebraico.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jah

Damian Marley

Welcome to Jamrock
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Downtown Kingston




Batalha de Adwa - Pintura etíope do sec. XIX

Os desdobramentos do rastafarianismo

Em 1954, a polícia acabou com o acampamento do elder Leonard Howell. Os policiais alegavam que os rastas estavam muito insatisfeitos por não conseguirem realizar seu desejo de voltar para a África, e estavam criando uma certa tensão na região. Com o fim do acampamento, a maioria dos integrantes se dirigiu para Kingston, a capital jamaicana. A industrialização do país também influenciou para que muitos negros, rastas ou não, saíssem do campo em direção à cidade.
Os bairros da periferia (como o de Trench Town,) crescem rápida e desordenadamente. Não há empregos para todos, e a tensão social chega a níveis insuportáveis. Muitos jovens se entregam à criminalidade, e passam a ser chamados de rude boys (em inglês, assim como em português, rude significa grosso, mal educado). Como muitos destes rude boys usavam dreadlocks, o preconceito contra os rastas, que já era grande devido ao consumo público da ganja, cresce injustificadamente. Às populações carentes, e especialmente aos rastas, restava a esperança de ganhar a vida através da arte. Muitos deles dedicaram-se à música.

É impressionante que um país pequeno como a Jamaica, cuja população não passa de 2,5 milhões de habitantes, tenha revelado uma quantidade tão grande de musicos, influenciando a música popular ao redor de todo o mundo. A música, principalmente o ska, nos anos 60, e o reggae, nas décadas seguintes, acabou sendo a grande divulgadora da filosofia rastafari, dentro e fora da Jamaica. Infelizmente, o movimento rastafari, talvez devido à sua complexidade, nunca foi muito entendido, mesmo na Jamaica (veja-se o exemplo dos rude boys). É comum encontrar pessoas que pouco conhecem sobre a cultura rasta ostentando enormes dreadlocks. Muitas vezes, suas atitudes acabam contribuindo para a manutenção do estereótipo segundo o qual os rastas são criminosos drogados. Mas a cultura rasta continua ganhando adeptos em todo o mundo, e está a cada dia mais sofisticada. A busca pelo conhecimento de nossas raízes, e, principalmente, a resistência aos valores superficiais incentivados pela sociedade de consumo, são grandes exemplos a ser seguidos por qualquer homem, seja ele negro ou não, rasta ou não.
www.casadoreggae.hpg.ig.com.br

Filme "MARLEYS"

O aniversário do Bob Marley dele que cai no começo da primeira semana de Fevereiro de 2008 e vem a notícia que o diretor ganhador do Oscar Martin Scorsese fará um documentário sobre sua vida. Uma data de lançamento foi programada para o aniversario de BobMarley de 65anos, para 06 de fevereiro de 2010.

O Ator Danny Glover e Rita Marley, cortando bolo no 63º aniversario do Rei, no Museum Bob Museum in Kingston on Wednesday 08/02/08. (Photo: Collin Reid)
Entre tantos Marleys, o filho Ziggy de foi quem assinou acima como produtor executivo. " Eu estou excitado que a família de Marley terá finalmente a oportunidade de documentar nosso pai" . O legado do "KING" é honrado verdadeiramente para ter o guia do Sr. Scorsese

"Todo homem tem o direito de escolher o seu próprio destino...

Prelúdio à uma Teoria do Neo-Rastafarianismo:

O homem é um animal que se caracteriza por sua cultura. O ser humano não anda mais nu na floresta, e há muito tempo sua vida já é imersa em uma cultura, que pode ser definida bem mediocremente como tudo aquilo que é feito pelo próprio homem. Não é apenas a vida em sociedade que define a humanidade. As abelhas, as formigas, os suricatas, são também animais que vivem em sociedade, mas eles têm as suas atitudes regidas por funções geneticamente definidas. O ser humano é diferente, ele modifica as formas que a suas sociedades se organizam, se relacionam, se regem.

Uma dos conceitos fundamentais para a compreensão das relações que se dão na sociedade é o conceito de status.

Status é uma atribuição social que um individuo tem, em referencia aos outros indivíduos. Todas as características (físicas, econômicas, de personalidade, sexuais, etária, etc.), isoladas ou tomadas como um todo, servem para atribuir-lhe em status.

A atribuição de status a grupos de indivíduos requer uma estereotipagem. Status pode, dessa forma, ser especifico ou generalizado. status é um termo neutro. Posição é a gradação hierárquica de status.

A idéia de posição está ligada à de prestígio e poder.

O tamanho da escala hierárquica entre posições dependerá das estruturas de poder dentro de determinada cultura. Ex: As distâncias de posições entre os esquimós é pouca, já entre os youruba, que são uma sociedade complexa e organizada por classe, existem grandes distâncias sociais.



A vida em sociedade é o cumprimento de múltiplos papeis e funções. Um indivíduo age de maneiras diferentes quando está em família, ao trabalho, em sua tarefa voluntária.

Todos desempenham múltiplas funções que permanecem latentes, enquanto não as realizamos. Determinadas funções têm mais importância que outras, isso dependerá da sociedade em questão. Em algumas sociedades os homossexuais são muito importantes, sendo inclusive sagrados. Nessas sociedades eles têm um status de posição alta. Já na sociedade ocidental contemporânea, os homossexuais têm uma função pouco valorizada, discriminada, e até estigmatizada. Isso atribui a eles um status de posição inferior.

A idéia de que a posição do status está intimamente ligada à importância de determinada função dentro daquela sociedade, é importantíssima para a compreensão da Teoria Neo-Rastafariana, que pretende trazer a liberdade plena aos indivíduos.

A questão central é por que o ser humano busca prestigio e status?

Após muita reflexão eu tinha uma idéia nebulosa e pouco conexa, de que a vontade que o ser humano tinha de ascensão social, prestígio, etc. estava diretamente ligada à necessidade de conquista de parceiros sexuais.

Contudo reflexões posteriores me mostravam constantemente que o fator sexual era simples demais para ser o único motor da vontade humana.

O ser humano como ser social ele tem necessidade de sociabilizar-se, sem uma motivação definida, apenas pela sociabilidade. E quando certos símbolos e signos, certas funções são mais valorizadas do que outras, determinados comportamentos são mais facilmente aceitos e compreendidos na sociedade, e facilitam e ampliam as possibilidades de sociabilidades, atribuindo às pessoas que compartilham desses códigos um status de posição superior, esses serão os mais procurados por um maior número de pessoas, o que tem dois aspectos: 1º Reforçar a idéia de que tais status são os mais importantes e os que devem ser buscados.

2º Reforçar a idéia de que quanto mais afastado status estiver dos que são mais procurados, menos procurado ele deve ser, e menos valorizado ele será.

A idéia de que existem status de posições inferiores e superiores, está intimamente ligada a muitas atitudes que tomamos cotidianamente, sem reflexão. Por que passamos as roupas ao sair, se isso não é uma necessidade, só consome energia elétrica? Por que usamos roupas de determinada marca, e não roupa "de camelô"? Por que penteamos os cabelos? Todas essas atitudes são determinadas pela vontade de conseguir se inserir mais facilmente no processo de sociabilidade, e de não adquirir status de posição inferiores, de pessoa desleixada, mal vestida, despenteada, etc.

Um outro fator é importante notar. Estar à margem dos valores da sociedade, muitas vezes implica sofrimento, angústia, discriminação.

A introdução à Teoria do Neo-Rastafarianismo, propõe que, todo valor é compartilhado, se as pessoas me olham torto por que uso roupa amassada, brinco, cabelos em dread, e eu me incomodo com isso, é por que no fundo eu acho que estou errado de alguma forma, é por que eu quero estar inserido nessa sociedade, e quero que ela me aceite.

A introdução propõe, muito simplificadamente, ainda, que através de meditação, reflexões sobres os processos e mecanismos sociais, sobres os valores das sociedades, e sobres os valores que realmente interessam para a humanidade, e não os que são considerados importantes. O Budismo ensina que todo sofrimento não nasce da frustração pelo fato de não conseguirmos algo, nasce por que nós queremos algo, antes de saber se teremos ou não. É necessário trabalhar esse desejo, e com muita meditação e reflexão, que passar pelo exercício da paciência, da intelectualidade e muita disciplina. Controlar o desejo é fundamental para controlar o sofrimento pela frustração. Se não desejamos, não sofreremos por não conseguir.

O Neo-Rastafarianismo se baseia na auto-disciplina, para controlar os desejos e impulsos de consumir o supérfluo, e almejando o consumo apenas do necessário para a vida.

A Ganja, entra como elemento importante para o conforto mental, e para facilitar a meditação.


Bibliografia:
HOEBEL, Adamson E. & FROST, Everestt L. Antropologia Cultural e Social.
A Mente Seletiva. MILLER, Geoffrey
VELHO, Gilberto. Subjetividade e Sociedade. 1974


Fonte: http://www.afranio.blogger.com.br/2004_07_01_archive.html



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Cristãos ortodoxos na Etiópia - Bem vindo a Jerusalém, África

Os cristãos ortodoxos da Etiópia estão entre as comunidades cristãs mais antigas do mundo. Seus hinos e preces foram preservados e transmitidos através dos tempos. Mas com seus numerosos feriados religiosos, a tradição cristã também agrava a pobreza do país

Erich Wiedemann

De cima, Lalibela parece uma aldeia como outra qualquer. Um oceano de barracos de ferro corrugado, cobertos por finas colunas de fumaça que condensam em uma névoa azulada no platô pedregoso. É uma cena comum na Etiópia.

Lalibela, entretanto, não é apenas uma aldeia. É a capital dos cristãos da Etiópia, seu “lugar sagrado”, sua “maravilha do mundo”. E em nenhuma outra parte isso fica mais claro do que em Bet Gyiorgis, Igreja de São Jorge. A estrutura monumental -escavada nas rochas no limite ocidental da cidade- tem cerca de 800 anos de idade. Construída na forma de cruz, é cercada por um fosso seco que ajuda a separá-la das 10 outras igrejas nas pedras, todas interconectadas por túneis subterrâneos.

O interior é uma penumbra iluminada por lamparinas de gordura de boi. Um pouco de luz do dia penetra pelas janelas estreitas. O cheiro de incenso perfuma o ar. Homens idosos e barbados, de túnicas brancas, sentam-se ao longo das paredes, lendo bíblias escritas à mão.

Um murmúrio religioso ressoa pela igreja, suavemente pontuado por música de harpa tocada por um menino em uma “bagana” - instrumento de cordas e madeira, decorado com placas de bronze brilhantes.

Cerca de 40% dos 68 milhões de etíopes são cristãos ortodoxos. Sua fé e tradições remontam a 1.600 anos atrás. De acordo com a lenda, sua igreja foi estabelecida como conseqüência não intencional de um seqüestro. Dois cristãos chamados Frumentios e Aidesios - ambos moradores do Tiro - foram acostados no Mar Vermelho e levados para Aksum, capital da Etiópia na época. Cultos, logo se estabeleceram como tutores privados da família real. Eles não só ensinaram matemática e grego aos filhos do rei, mas também passaram os fundamentos de sua fé cristã.

Contemporâneo de Gêngis Khan

Obviamente, os cristãos foram persuasivos. Em meados do século 4, o rei Ezana decidiu se batizar. Poucos anos depois, o cristianismo foi proclamado religião nacional. Apesar disso, a Igreja Ortodoxa Etíope foi comandada durante séculos por um metropolitano nomeado pelo patriarca cóptico da Alexandria. Foi apenas no meio do século passado que a igreja etíope tornou-se autônoma e nomeou seu próprio patriarca em Addis Ababa. Agora estão sob sua égide as 17 eparquias na Etiópia e bispados em Núbia e Jerusalém.

As igrejas em Lalibela foram construídas por um rei do mesmo nome - contemporâneo de Gêngis Khan e Barbarossa. Ele queria criar uma nova Jerusalém, que Saladim reclamara dos cruzados em 1187. Com acesso negado à Terra Santa, peregrinos da Etiópia e dos pequenos Estados cristãos junto ao Nilo poderiam fazer suas adorações ali. O riacho que atravessa a cidade foi chamado de Jordão, e o morro acima de Monte Tabor.

Por séculos, as conquistas islâmicas em regiões vizinhas isolaram a Etiópia do mundo cristão. Ainda assim, sua herança cristã -as preces, hinos e linguagem litúrgica Ge’ez - foi preservada pelos séculos.

A glória da Eucaristia Ortodoxa é tangível nas igrejas de Lalibela, acima de tudo durante o festival de Timkat, que comemora o batismo de Cristo no Jordão. Nas vésperas do evento, procissões subterrâneas passam pelas igrejas, acompanhadas pelo soar de sinos e cornetas. Padres e diáconos vestidos de veludo escuro decorados lideram o caminho. Sobre suas cabeças, levam os “tabots”, tabletes de madeira simbolizando a Arca da Aliança.

As peças são colocadas em uma grande tenda, fora da qual os fiéis congregam, esperando a noite toda para compartilhar os poderes sagrados que acreditam estar investidos nos “tabots”.

O ritual não é menos solene ou impressionante do que a unção de um cardeal no Vaticano. O padre estabelece uma cadência com seu bastão poderoso e canta: “Kyrie eleison”. Os fiéis descem ao chão 30, 40 ou até 50 vezes.

Entretanto, essas tradições antigas e seu cumprimento forçado pela igreja são parcialmente culpados pelo mergulho da Etiópia em terrível pobreza nos últimos 50 anos. Como pode um país se sustentar se o povo só pode arar os campos uma vez a cada dois dias?

Costumes judeus adotados

O calendário ortodoxo lista mais de 150 feriados e 180 dias de jejum, nos quais os cristãos não podem trabalhar e só podem comer uma refeição. Os feriados muçulmanos - cerca de 45% da população- comem ainda mais a semana de trabalho. E o sabá ainda é celebrado em zonas rurais - uma relíquia da dinastia salomônica que dominou a Etiópia no século 13 e adotou inúmeros costumes judeus.

O clero em Addis Ababa, capital do país desde o fim do século 19, talvez esteja perdendo lentamente sua autoridade, mas os padres nas terras altas celebram os feriados com punho de ferro. A punição segue inexoravelmente quem não os cumpre. Sem mencionar a perspectiva de acabar no inferno.

Além disso, a igreja ainda define o calendário. O ano etíope tem 12 meses de 30 dias, com cinco ou seis dias adicionais. O patriarcado recusa-se a permitir mudanças. O governo procurou adotar o calendário ocidental moderno em diversas ocasiões, sempre frustrado pelo clero. Na prática, a separação entre a igreja e o Estado ainda tem que ser implementada.

O cristianismo também é responsável por outro fenômeno na Etiópia: arrogância racial. Vendo sua fé como superior às religiões naturais da África, cristãos ortodoxos consideram-se o povo escolhido. Em suas mentes, o retrato -as ilustrações dos livros sagrados- de pessoas de pele mais clara como governantes da Terra Prometida e os negros como seus serviçais é evidência da vontade de Deus.

Civilização de estilo mediterrâneo

Apesar da sede da Organização pela União Africana ter sido em Addis Ababa por décadas e a União Africana estar baseada ali, os etíopes não se vêem como africanos. De acordo com o etnólogo do Munique Walter Raunig, a Etiópia é um dos “últimos postos ao Sul da civilização de estilo mediterrâneo”.

Os rastafáris de Shashemene, pequena cidade a 240 km ao Sul da capital escaparam dessa discriminação; apesar de sua cor, eles têm todo respeito dos cristãos. Os rastafáris estabeleceram sua colônia nos anos 60, e depois alguns membros entraram para a comunidade cristã ortodoxa da Etiópia. Seu nome deriva-se do nome de nascença do imperador etíope Haile Selassie: Ras Tafari Makonnen. Eles o reverenciavam como reencarnação de Jesus Cristo.

No início de 2005, Rita Marley, viúva do lendário astro do reggae Bob Marley, anunciou que ia transferir o corpo de seu marido da Jamaica para Shashemene no 60º aniversário de seu nascimento. Mas ela foi forçada a abandonar seus planos: a Jamaica recusou-se a liberar os restos mortais de seu herói nacional.

Ainda assim, o espírito do cantor esteve entre eles em seu 60º aniversário, de acordo com os rastafáris etíopes. No dia 6 de fevereiro de 2005, “Buffalo Soldier” de Marley era ouvido nas ruas de Shashemene: “Roubado da África, trazido para a América, lutando ao chegar, lutando para sobreviver - Woy yoy yoy!”

Tradução: Deborah Weinberg

Buffalo Soldiers


Soldados búfalo atacam os alemães
A 92ª Divisão afro-americana enfrenta forte oposição na Itália

Afro-americanos lutaram em todos os grandes conflitos nos quais os Estados Unidos estiveram envolvidos, da Guerra de Independência em diante. Freqüentemente serviram com distinção – o 54º de Voluntários de Massachusetts durante a Guerra Civil, os 9º e 10º de Cavalaria de Negros durante as guerras contra os Índios e a Guerra Hispano-Americana e o 369º Regimento durante a 1ª Guerra Mundial, todos estabeleceram impressionantes registros de combate.

Ainda assim, em cada nova guerra na qual os Estados Unidos estiveram envolvidos, o sistema dos americanos brancos tendia a esquecer a contribuição feita pelos soldados negros em conflitos anteriores. A cada vez, soldados negros eram lançados em combate em unidades racialmente segregadas e tinham que novamente provar seu valor. Dos 990.000 negros americanos selecionados para o serviço militar durante a 2ª Guerra Mundial, somente uma divisão negra combateu como infantaria na Europa – a 92ª Divisão de Infantaria. A imensa maioria dos afro-americanos usando uniforme foi designada para unidades de construção ou intendência segregadas ou colocados em unidades que faziam serviços desagradáveis, como registro de sepulturas. O ponto de vista do governo era que os negros não seriam suficientemente motivados ou agressivos para lutar.

Apesar da 92ª ser conhecida como uma unidade negra e seus praças e a maior parte dos oficiais inferiores eram negros, os oficiais superiores eram brancos. A 92ª, que tinha combatido na França durante a 1ª Guerra Mundial, foi ativada mais uma vez em 1942. Sob o comando do General de divisão Edward M. Almod, a 92ª iniciou seu treinamento de combate em outubro de 1942 e seguiu para ação na Itália no verão de 1944. A unidade continuou uma longa e altiva tradição ao manter o búfalo como seu escudo divisional. Sua insígnia circular de ombro, que mostrava um búfalo negro em um fundo verde oliva, era conhecida como “o búfalo” – assim como o jornal oficial da divisão. A 92ª chegou até a ter um búfalo vivo como mascote.

O apelido “soldado búfalo” data do final dos anos de 1860, quando os soldados negros se apresentaram como voluntários para o oeste americano. Os índios americanos, que encaravam a nova ameaça como “homens brancos pretos”, inventaram o termo “soldado búfalo” como mostra de respeito para um valoroso inimigo. De acordo com uma história, os índios pensavam que os soldados negros, com sua pele escura e cabelos encarapinhados, pareciam búfalos. Outra história diz que o nome vem do couro de búfalo que muitos soldados negros usavam durante os duros invernos no oeste, como um suplemento à seus inadequados uniformes do governo.

Na primavera de 1944, depois de anos de pressão da comunidade negra, o governo relutantemente revogou sua política de excluir soldados afro-americanos do combate. Em 30 de julho de 1944, a primeira leva de soldados búfalo – o 370º Grupo de Combate Regimental – desembarcou em Nápoles, Itália, onde foi recebido por uma jubilosa multidão de soldados negros de outras unidades do exército. O resto da divisão chegaria poucos meses depois.



As tropas americanas enfrentavam um combate morro acima na Itália e, naquele momento, os aliados estavam desesperadamente faltos de tropas de infantaria. Depois de meses de duros combates, os aliados tinham conseguido empurrar as forças alemães sob o comando do Marechal de Campo Albert Kesselring quase que 800 sangrentos quilômetros península italiana acima. Mas mesmo depois da queda de Roma, em 4 de junho de 1944, os alemães simplesmente tinha se retirado de forma ordeira de uma linha de defesa para outra, ao invés de reconhecer a derrota.

No dia D, dois dias depois da vitória em Roma, soldados aliados partiram como um enxame pelas praias da Normandia. Pelo resto da guerra, o Quinto Exército Americano e o Oitavo Exército inglês teriam um papel secundário ao avanço aliado pela França. Durante o verão de 1944, quase 100.000 homens do Quinto Exército, de uma força total de 249.000, tinham sido transferidos para o combate na França. Enquanto os Aliados ficavam na margem sul do rio Arno em julho, preparando-se para atacar a barreira mais formidável de Kesselring até aquele momento – a infame Linha Gótica – os americanos claramente tinham tanques em demasia e infantaria insuficiente. Kesselring tinha construído a linha nas encostas das montanhas dos Apeninos, uma serra com 80 quilômetros de largura que, no norte da Itália, corre em diagonal de costa a costa e dá uma proteção natural aos centros industriais e agrícolas do norte.

Somando-se ao 370º, naquele momento a 92ª era composta de dois outros regimentos de infantaria, o 365º e o 371º; quatro grupos de artilharia de campanha, os 597º, 598º, 599º e 600º; mais uma bateria de serviços, o 92º Esquadrão de Reconhecimento, o 317º Batalhão de Engenharia de Combate e o 317º Batalhão de Saúde, assim como uma companhia de intendência, pessoal de manutenção e polícia militar. Os soldados búfalo foram designados para o IV Corpo do 5º Exército em duas áreas primárias de atuação, o vale do Serchio e o setor costeiro ao longo do mar da Liguria. Ocupavam o ponto mais ocidental da frente aliada, enquanto o Oitavo Exército atacava a porção oriental da península italiana. A 92ª iria enfrentar não somente terreno montanhoso e uma tremenda resistência – inclusive soldados do Décimo Quarto Exército Alemão e fascistas italianos, a 90ª Divisão Panzergernadier e a 16ª Divisão Panzergrenadier SS – mas também uma coleção de posições defensivas feitas pelo homem.

Ao lutar uma impressionante campanha defensiva, Kesselring tinha ganhado tempo para aperfeiçoar sua linha Gótica. Usando 15.000 trabalhadores italianos e 2.000 eslovacos, os alemães construíram casamatas, posições para tanques, túneis e fossos antitanques; reforçado castelos italianos já existentes e tinha lançado campos de minas cuidadosamente projetados, visando a dirigir as tropas inimigas para campos de tiro entrecruzado.

Neste momento da campanha da Itália, os aliados tinham uma vantagem. A Itália estava em um estado de guerra civil e as forças de partizans italianos estavam provando ser mais do que um incômodo para a causa alemã. Guerrilheiros tinham conseguido matar um comandante de divisão da Luftwaffe. Como resultado, um comandante alemão, General Fridolin von Senger, abandonou suas divisas de general e andava em um Volkswagen sem identificação.

Quando os soldados búfalo se colocaram ao longo da frente, começaram a trabalhar junto com os tanquistas da 1ª Divisão Blindada norte-americana. Somando-se a esta divisão, o IV Corpo era composto pela 6ª Divisão Blindada Sul-Africana, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) e a Força Tarefa 45, composta de artilheiros antiaéreos ingleses e americanos que tinham sido retreinados e reequipados para o serviço de combate de infantaria.

Parte 2

Depois do desembarque no área continental da Itália em Salerno, em 9 de setembro de 1943, os aliados tinham tentado sem sucesso destruir Kesselring antes de janeiro de 1944. Agora eles mais uma vez esperavam fazer significativos avanços antes das nevascas que tinham vindo no inverno de 1944. O Quinto e Oitavo exércitos planejavam um ataque total na linha Gótica em agosto, com o Oitavo Exército posicionado ao longo da costa do Adriático e o Quinto Exército dirigindo seus esforços contra o centro da Itália, em direção a Bolonha. O IV Corpo iria cruzar o rio Arno, tomar o monte Albano e o monte Pisano na planície, estender sua frente para atrair a atenção do inimigo. Enquanto isso, o II Corpo do Quinto Exército, à sua direita, junto com o XIII Corpo britânico, iriam dirigir o principal assalto, contra o centro da linha Gótica. O ténuamente disperso IV Corpo também tinha a tarefa de guardar o flanco oriental aliado contra um contra-ataque alemão e proteger o crucial porto aliado de Livorno, na Costa.

Em 1º de setembro, os três batalhões do 370º Regimento, junto com elementos da 1ª Divisão Blindada, cruzaram o Rio Arno e avançaram para o norte por três ou quatro quilômetros. Cedo, nas horas da manhã de 2 de setembro, o 370º de Engenharia e o 1º de Engenharia Blindada tinham limpado os campos de minas, ajeitado os vaus e colocado uma pinguela atravessando o Arno para o ataque da infantaria blindada que se seguiria. A Força Tarefa 45 tinha se atolado nos grandes campos de minas, mas o 370º continuou em frente. O 3º Batalhão do 370º moveu-se para o leste de Monte Pisano, enquanto o 1º Batalhão avançou a oeste da montanha. Usando trilhas de mulas, o 2º Batalhão avançou direto para a montanha.

Os alemães retaliaram com fogo de armas portáteis, metralhadoras e artilharia, enquanto seus elementos avançados começaram a retirar-se em direção à linha Gótica. Os soldados búfalo avançaram para o norte, além do monte Pisano e atacaram a cidade de Lucca. Eliminaram o restante da resistência inimiga ao longo da estrada conectando Pisa a Luca e passaram os diversos dias seguintes próximos patrulhando e esperando pelo resto do Quinto Exército se mover.

O ataque principal começou em 10 de setembro, e três dias depois os soldados búfalo e os tanquistas da 1ª Blindada estavam na base nos Apeninos setentrionais. No dia 18 de setembro, o II Corpo tinha rompido a Linha Gótica no passo Il Giogo e muitos dos tanques da 1ª Blindada foram enviados para aquela área. O IV Corpo consolidou suas unidades, enquanto mantinha sua seção da linha até tarde no mês, quando patrulhas dos soldados búfalo entraram no Vale do Serchio.

Os homens do 370º também tinham penetrado a linha Gótica no seu setor e agora controlavam a rodovia 12, que servia como uma artéria de comunicação leste-oeste crucial para os alemães. Cedo em outubro, receberam ordens de tomar a cidade de Massa, próximo da costa, o que era o primeiro passo na captura da base naval de La Spezia. Apesar dos alemães terem estado em contínua retirada na Itália, eles resistiram fortemente em Massa. Estavam determinados a proteger a borda ocidental da linha Gótica, especialmente por a base naval de La Spezia estar próxima. Atrapalhados pelas frias chuvas de outono, os soldados búfalo acharam-se lutando contra um novo inimigo – a lama – em adição às tropas inimigas entrincheiradas. Eles não tomaram Massa naquele momento, e por toda a linha Gótica as forças de Kesselring ficaram firmes. Enquanto isso, apesar do II Corpo ter feito alguns avanços impressionantes, ele não conseguiu atingir Bolonha antes das neves caírem.

Depois de uma batalha de seis dias pelo controle de Massa, os soldados búfalo se retirara e reagruparam. A medida que o resto da 92ª Divisão de Infantaria começou a desembarcar na Itália, os soldados búfalo do 370º continuaram a ofensiva em uma escala menor, com patrulhas em força, consistindo entre 35 e 75 homens e, as vezes, com tripulações de metralhadoras e morteiros. O Quinto Exército passou a maior parte de dezembro conduzindo operações defensivas preparando-se para um reinicio da ofensiva em dezembro.

Pelo final de novembro, os últimos elementos dos dois regimentos restantes da 92ª Divisão, o 371º e o 365º, tinham chegado. Somando-se aos próprios regimentos da 92ª, um quarto regimento ficou sob o controle da divisão – o 366º Regimento de Infantaria, com oficiais e soldados negros. O 366º tinha sido originalmente treinado para combate, mas tinha sido inicialmente colocado em serviços de guarda em bases aliados ao longo de toda a Itália. Os homens do 366º tinham executado tão bem sua missão anterior que seu general comandante não queria abrir mão deles.

A medida que o 370º se movia mais profundamente no vale do Rio Serchio – mais tarde junto com elementos do 371º - o resuprimento se tornou um pesadelo logístico. Nenhum veículo podia alcançar os soldados búfalo a medida que eles lutavam morro acima no vale de 55 km de comprimento. A despeito da grande tecnologia e poder industrial a seu comando, os americanos se acharam dependentes de animais de carga, o mesmo modo de transporte usado por Aníbal Barca quando ele invadiu a Itália a mais de 2.100 atrás.

Um oficial e 15 praças formavam o núcleo da tropa de mulas da 92ª divisão, que incluía um veterinário italiano, dois ferreiros e 600 voluntários italianos que receberam uniformes americanos e chegaram mesmo a usar o distintivo do búfalo. Os americanos varreram a região em busca de mulas e cavalos, que o governo americano então comprava dos nativos. Por o exército americano não ter o equipamento necessário para animais de dorso, os ferreiros tinham que forjar até as ferraduras a partir de estacas de arame farpado alemãs. Os animais levavam água, munição, canhões antitanque e outros materiais vitais e transportavam os feridos até onde pudessem receber tratamento. Como se descobriu mais tarde, as mulas aparentemente ficavam arredias com o cheiro de homens mortos e empacavam quando tinham que carregar cadáveres.

Parte 3

Se esperava que a 92ª lançasse uma grande ofensiva em 1º de dezembro, apoiando o renovado ataque do II Corpo contra Bolonha. O ataque foi remarcado para o dia de Natal, devido à previsão de um contra-ataque alemão. Quando os relatórios da inteligência indicavam uma grande concentração na região norte do Vale do Rio Serchio, os homens do 371º foram transferidos do setor costeiro e elementos do 366º foram enviados para o vale para apoiar o 370º. Apesar do Quinto Exército nunca ter lançado seu assalto do início de dezembro, não foi um mês calmo no vale do Serchio. Os soldados búfalo continuaram a avançar, cidade a cidade, contra o fogo da artilharia, morteiros e armas portáteis alemãs. Engenheiros alemães inicialmente reparavam pontes e estradas para o avanço, mas logo mudaram para trabalhos defensivos, lançando campos de minas, preparando pontes para demolição e ajudando a evacuar civis, na espera de um contra-ataque alemão.

Na véspera de natal, o Quinto Exército cancelou o seu ataque do dia de Natal, mas os soldados búfalo, que estavam dispostos em ambas as margens do rio Serchio, continuaram a avançar, enfrentando o fogo de morteiros e artilharia alemã, a medida que se moviam para mais das cidades de montanha da Itália do norte. O 2º Batalhão do 366º conquistou Gallicano, a leste do rio Serchio. Na véspera de Natal, o 370º enviou seu 2º Batalhão para oeste do rio até a pequena vila de Sommocolonia, a ponta mais ao norte da linha americana. Artilharia leve e projéteis de morteiros atingiram Sommocolonia, mas parecia haver pouca atividade inimiga, de forma que a maior parte do 2º Batalhão se retirou, para serviços em outros locais, deixando para trás somente dois pelotões. Na extrema direita, logo a leste de Sommocolonia, ficavam as vilas de Bebbio e Scarpello, ocupadas por dois pelotões do esquadrão de reconhecimento da 92ª.


An unidentified Buffalo Soldier with his family in the late 19th century.

Antes da alvorada no dias depois do Natal, os alemães atacaram as vilas logo ao norte e a leste de Gallicano. Apesar do principal ataque alemão parecer vir do oeste do rio, em direção a Gallicano, partizans também combatiam grupos de soldados inimigos ao norte de Sommocolonia mais tarde na manhã. Dentro de duas horas, Sommocolonia e os dois pelotões americanos tinham sido cercados. Um terceiro pelotão avançou para reforçar as tropas cercadas de Sommocolonia. O tenente John Fox, um observador avançado da artilharia para o 366º, exemplifica esse impressionante espírito de combate dos soldados negros. Quando as tropas inimigas cercaram a posição do tenente dentro de uma casa e estavam prestes a dominá-lo, ele ordenou fogo de artilharia direto em cima de sua própria posição, sacrificando sua vida. A ação heróica de Fox conseguiu um tempo valioso que ajudou a salvar outros soldados e ele recebeu postumamente a Cruz de Serviços Distintos.

Os dois pelotões do 370º, junto com um grupo de partizans, se envolveu em luta de casa-em-casa com o inimigo durante a batalha. Muitos dos alemães estavam vestidos como partizans, tornando a situação ainda mais confusa e perigosa. Logo antes do meio dia, os pelotões receberam ordens de abandonar a vila, mas estavam presos. Conseguiram resistir até o cair da noite, mas dos 70 americanos envolvidos, somente um oficial e 17 homens conseguiram lutar para fora da vila a noite, como tinha sido ordenado.

Enquanto isso, os dois pelotões de reconhecimento em Bebbio e Scarpello foram sobrepujados por tropas inimigas e receberam ordens de retirar-se. A despeito de pesados combates, conseguiram retirar-se para seu posto de comando em Coreglia. O fogo de artilharia alemão começou a cortar fundo nas linhas americanas e o 370º deu ordens para suas tropas para abandonar Gallicano e defender o terreno alto nas proximidades.

Com o porto aliado de Livorno ameaçado, o Quinto Exército chamou de volta a 1ª Divisão Blindada que estava sob o controle do II Corpo e a 8ª Divisão hindu, uma unidade britânica, moveu-se para a área, como reforço. Em 27 de dezembro, caça-bombardeiros americanos rugiram no vale e malharam Sommocolonia, Gallicano e outras áreas da linha de frente. Por volta de 1º de janeiro os aliados tinham mais ou menos restabelecido suas posições originais.

Parte 4

Com os alemães sendo uma ameaça menos iminente, a 8ª Divisão hindu retirou-se, deixando o vale para os soldados búfalo. O Quinto Exército adiou sua grande ofensiva até abril, mas o general Almond decidiu que sua divisão iria lançar seu próprio ataque em fevereiro. Almond planejou sua operação não como um assalto de ruptura, mas como um “reconhecimento em força” de nível divisional, pretendendo determinar a força e disposição do inimigo, atrair mais tropas inimigas para a área e aperfeiçoar as posições de sua própria divisão. Unidades no vale do Serchio deveria tomar a crista de Lama di Sotto, de onde se observava o centro de suprimentos alemão em Castelnuovo di Garfagnana, e criar uma diversão enquanto o ataque principal se concentrava no setor costeiro. Almond esperava atingir a cadeia de morros de Strettoia na costa, logo ao norte do canal Cinquale, e então tomar Massa. Uma vez em Massa, a artilharia americana estaria dentro de alcance de tiro de La Spezia.

Unidades foram movidas de novo, de forma que o 370º e o 371º ocupavam o setor costeiro, enquanto o 365º foi para o vale do Serchio. O 366º foi dividido entre ambas as áreas. Em 4 de fevereiro, o 366º tomou Gallicano, e no dia seguinte ele levou suas linhas até as vilas circuvizinhas. O 365º, para o leste do rio Serchio, tomou a cidade de Lama, logo ao norte de Sommocolonia, e ocupou o monte Della Stella, ao pé da crista de Lama di Sotto. O 365º se manteve contra numerosos contra-ataques até 8 de fevereiro, quando todo um batalhão de alemães expulsou os americanos do morro e para fora de Lama. Ao cair da noite do dia 10, depois de encontrar um horrível fogo de artilharia e contra-ataques de granadeiros, os soldados búfalo retomaram Lama.

Os soldados búfalo na costa foram atingidos tão duramente quanto seus camaradas no vale. Os alemães tinham tanques, artilharia de campanha e milhares de tropas de terra para proteger La Spezia e podiam contar com uma arma indisponível para os americanos – canhões pesados de artilharia de costa. Embasados em Punta Bianca, logo a sudoeste de La Spezia, os canhões costeiros alemães podiam não só jogar granadas em Massa, mas também cobriam toda a distância até Forte dei Marmi, que fica ao sul do canal Cinquale. Tiros desses poderosos canhões costeiros criavam crateras tão grandes que tanques aliados literalmente caiam nelas.

O restante do 366º e seus blindados de apoio – incluindo outra unidade negra, o 758º Batalhão Blindado – avançaram ao longo da costa. O 371º atacava na extrema direita através das massas de morros costeiros, mas bateu em grandes campos de minas. O 370º ultrapassou o batalhão diretamente para a vanguarda, de forma a manter um ataque contínuo.

Pegando carona nos tanques, o 366º entrou no mar para evitar as minas, então voltou para a terra firme ao norte do canal Cinquale. Os dois primeiros tanques a alcançar a praia foram imobilizados por minas e bloquearam o caminho. Logo, mais quatro tanques foram destruídos por minas, mas o 370º alcançou o canal e começou a cruzar, recebendo um forte castigo de posições de morteiros e metralhadoras, assim como dos canhões costeiros. O fogo de artilharia impediu os engenheiros de lançar uma ponte, e o clima ruim significava que não haveria apoio aéreo para os soldados búfalo naquele dia. Três tanques foram perdidos ao cruzar o canal, quando caíram em crateras submersas.

A despeito de numerosos contra-ataques alemães, os soldados búfalo conseguiram estabelecer uma linha de defesa ao norte do canal. Sem uma ponte, tinham que carregar seus suprimentos a mão pela água. As baixas cresciam e os canhões costeiros continuavam a martelar. Na noite de 10 de fevereiro, Almond cancelou o ataque e ordenou suas tropas a voltarem através do canal. A operação de fevereiro custou 22 tanques e mais de 1.100 baixas, incluindo 56 oficiais.

Parte 5

A 92ª passou por drásticas mudanças antes de seu envolvimento com a ofensiva da primavera de 1945. Os aliados consideravam absolutamente crucial que a 92ª tomasse La Spezia durante o ataque de abril, mas os meses anteriores de combate tinham diminuído a força da divisão. Apesar do exército norte-americano ter milhares de tropas negras, ele não encontrava substitutos treinados para o combate em números suficientes para a 92ª, de forma que o 371º foi para o vale do Serchio sob o controle do IV Corpo, enquanto os 366º e 365º foram enviados para outros lugares. A 92ª completou a força do 370º, o único regimento negro restante na divisão, enquanto ela ganhou dois novos regimentos. Somando-se ao 473º, composto de artilheiros antiaéreos brancos transformados em infantes, a divisão recebeu uma feroz unidade de combate composta de soldados Nisei – o famoso 442º Grupo de Combate Regimental. Estes descendentes de imigrantes japoneses serviam em um do regimentos mais condecorados de toda a guerra.

O 370º formava o flanco esquerdo, com o 442º na direita e o 473º na reserva nas proximidades, no vale do Serchio. De forma a evitar a incessante barragem dos canhões costeiros, a 92ª Divisão, agora jocosamente referida como “Divisão Arco-íris”, avançou em direção a Massa pelos morros ao leste da rodovia 1. Mesmo com os caça-bombardeiros voando sortidas sobre Punta Bianca e contra-torpedeiros bombardeando as posições alemães, os canhões costeiros continuaram atirando.

Em menos de duas horas em 5 de abril de 1945, os elementos avançados do 370º, a companhia C, alcançaram seu objetivo inicial – o Castelo Aghinolfi. O observador avançado da artilharia da companhia teve que convencer duas vezes a artilharia a lhe dar apoio de fogo. Os artilheiros não podiam acreditar que os fuzileiros tinham avançado tanto. Os alemães estavam surpresos também – de fato, muitos ainda estavam comendo o café da manhã quando os soldados búfalo chegaram.

A companhia C pediu reforços por rádio, mas o regimento tinha seus próprios problemas, com dois comandantes de companhia já tendo sido mortos. Nenhuma ajuda chegou. Os alemães dentro do castelo dispararam na companhia isolada com metralhadoras e morteiros. Não se passou muito tempo e a companhia tinha sofrido 60 porcento de baixas. O observador avançado e o radio-operador tinham sido ambos atingidos e o rádio tinha sido destruído, cortando todo o contato com o exterior. A companhia não tinha escolha a não se ser se retirar. O tenente Vernon J. Baker, o único oficial negro da companhia, se ofereceu para fustigar o inimigo, de forma que os feridos pudessem escapar. Armado com granadas de mão e apoiado em duas ocasiões pelo fogo do fuzil-metralhador do soldado James Thomas, Baker pessoalmente destruiu três ninhos de metralhadoras e um posto de observação. Baker, que já tinha recebido uma Estrela de Bronze e um Coração Púrpura, iria receber a Cruz de Serviços Distintos por suas ações naquele dia.

Enquanto isso, o 442º combatia contra o inimigo crista por crista e sistematicamente explodia as casamatas inimigas com bazucas. No dia 6 de abril, os Nisei tinham o controle do monte Belvedere. O 370º, incluindo a companhia C, fez outro assalto contra os mesmos morros, mas precisava de mais tropas para vencer. O 473º avançou e o duramente atingido 1º Batalhão do 370º, que tinha tido três comandantes de companhia mortos nos dois primeiros dias, foi para o vale do Serchio para proteger o flanco americano na expectativa de um contra-ataque alemão.

O 370º e o 473º, junto com seus batalhões blindados negros de apoio, avançaram pelos morros e também avançaram ao longo da rodovia 1, apesar dos canhões alemães em Punta Bianca continuarem a martelar. Em 9 de abril, tanquistas americanos tinham entrado em Massa, mas foram expulsos por uma forte resistência inimiga. Numa manobra de suporte, o 442º avançou pelas montanhas e flanqueou o lado oriental da cidade. Finalmente os alemães se retiraram e, em 10 de abril, os americanos controlavam a cidade.

Parte 6

A 92ª Divisão de Infantaria continuou a fazer pressão para frente, apesar dos duros continuar a medida que os alemães moviam seus homens e panzers de reserva em posição. Com as linhas alemães retrocedendo, todo um batalhão de destruidores de tanques finalmente chegou ao alcance dos canhões costeiros por um período de seis dias mandou mais de 11.000 projéteis contra Punta Bianca. Em 20 de abril os grandes canhões foram silenciados e os alemães estavam recuando.

A luta dos soldados búfalo no vale do rio Serchio também tinham estado ocupados. O 370º tinha tomado Castelnuovo em 20 de abril e tinha continuado em frente. Planejavam reunir-se ao 442º em Aulla, a noroeste de La Spezia, e cortar a retirada alemã.

A luta tinha deixado tanta destruição que os americanos não podiam sequer usar suas mulas e a divisão estava acumulando mais prisioneiros do que tinham tempo para lidar. Partizans tinham estado lutando em La Spezia e no dia 24 de abril o 473º entrou na cidade. Três dias depois, o 473º e seus blindados de apoio tinham esmagado a resistência em Gênova. O 370º e o 442º no seu setor tinham ajudado a impedir que duas divisões inimigas escapassem através do Passo Cisa antes que o cessar-fogo no dia 2 de maio terminou com as hostilidades na Itália.

Apesar das forças aliadas estarem extasiadas com o seu sucesso na Itália, para os soldados búfalo foi uma vitória agridoce. O sistema militar considerou que a 92ª, que compunha menos de 2 porcento de todos os afro-americanos no exército, um fracasso. Encarada como um experimento desde o início, a divisão tinham sido observada atentamente e severamente criticada.

Muito da culpa pelos revezes de fevereiro de 1945 e outras ocorrências semelhantes tinha sido atribuída a confusão entre os oficiais inferiores e os praças. Entretanto, seus oficiais eram trocados tantas vezes que os homens algumas vezes não tinham idéia de quem eram seus comandantes e em muitos casos os oficiais e inferiores mais notáveis tinham sido mortos em ação.

Em defesa dos oficiais inferiores negros, o tenente coronel Markus H. Ray, comandante do 600º Grupo de Artilharia de Campanha (que era composto inteiramente de oficiais e praças negros) escreveu em 14 de maio de 1945: “acredito que o jovem oficial negro representa o melhor que temos a oferecer e sob um comando adequado, simpático, teria se desenvolvido e agido de forma igual a qualquer outro grupo racial... Eram americanos antes de tudo”.

Os números por si nos contam uma história impressionante. Dos 12.846 soldados que viram ação, 2.848 foram mortos, capturados ou feridos. Os soldados búfalo, de fato, romperam a linha Gótica. Alcançaram seu objetivo, capturaram ou ajudaram a capturar quase 24.000 soldados e receberam mais de 12.000 medalhas e citações por sua bravura em combate. Os soldados da 92ª Divisão provaram o seu valor durante os meses de amargos combates na campanha italiana.

Este artigo foi escrito por Robert Hodges, Jr e originalmente publicado na Revista World War II em Fevereiro de 1999. Robert Hodgers, Jr escreve de Harrisonburg, Va. Leituras complementares: A Fragment of Victory: In Italy During World War II, de Paul Goodman; and Buffalo Soldiers in Italy: Black Americans in World War II, de Hondon B. Hargrove.



Fonte deste artigo: Robert Hodges Jr. para a World War II Magazine

Louvor


Justificações ideológicas para o uso de maconha são comuns entre os Rastas, o uso religioso da erva é feito pelo processo de plantação, colheita e consumo. Os Rastas acreditam no poder da maconha, através da abertura de um canal telepático que aumenta a percepção da realidade. Também se dizem no direito de fumar pelo fato da Bíblia trazer passagens indicando o consumo da erva pôr parte dos profetas no Velho Testamento.

"Ele criou a grama destinando-a ao gado, e a erva à serviço do Homem, de forma que trará comida farta pelo mundo afora"

Sobrevivência

Como você pode estar sentado lá me dizendo que se importa,
que se importa
Quando toda vez que eu olho ao redor as pessoas estão sofrendo de todas as formas
em todo lugar
Nós somos sobreviventes,
sim,a sobrevivência negra
Vou te dizer uma coisa
Algumas pessoas têm tudo
Algumas pessoas têm nada
Algumas pessoas têm esperanças e sonhos
Algumas pessoas têm modos e meios
Nós somos sobreviventes,
sim,a sobrevivência negra
Sim,nós somos sobreviventes assim como Daniel na cova dos leões,sobreviventes,sobreviventes
Então,meus irmãos e minhas irmãs
Que caminho nós escolheremos?
Melhor nos apressarmos,
apresse-se agora
Porque não temos tempo a perder
Algumas pessoas têm fatos e demandas
Algumas pessoas têm orgulho e vergonha
Algumas pessoas têm os planos e os esquemas
Algumas pessoas não têm nenhum objetivo,parece
Nós somos sobreviventes,
sim,a sobrevivência negra
Nós somos sobreviventes,
sim,a sobrevivência negra
Somos sobreviventes como Shadrach,Meshach e Abednego
Arremessados ao fogo,mas nuca queimaremos
Então,meus irmãos e minhas irmãs
A pregação e a conversa acabaram
Nós temos que viver agora
pois o tempo do PAI chegou
Algumas pessoas dão o melhor de si
Algumas pessoas guardam o melhor dentro de si
Algumas pessoas não aguentam firme
Algumas pessoas não esperarão por muito tempo
Nós somos sobreviventes,a sobrevivência negra
nesta era de tecnologiam desumana
Nós somos sobreviventes,a sobrevivência negra
atrocidades cientificas,nós somos sobreviventes
filosofias atômicas,nós somos sobreviventes
energia nuclear
esta é uma vida que força uma longa vida insegura
todos juntos somos sobreviventes
sim!A sobrevivência negra
um bom homem nunca é honrado em seu proprio país,
a sobrevivência negra
nada muda,tudo estranho
nada muda,tudo estranho
nós temos que sobreviver,
nós temos que sobreviver
Mas viva como um semelhante nos olhos do Todo Poderoso

Bob Marley

Marcus Mosiah Garvey



Marcus é considerado um dos maiores ativistas da história do movimento nacionalista negro. Garvey liderou o movimento mais amplo de descendentes africanos até então; é lembrado por alguns como o principal idealista do movimento de "volta para a África". Na realidade ele criou um movimento de profunda inspiração para que os negros tivessem a "redenção" da África, e para que as potências coloniais européias desocupassem a África. Em suas próprias palavras, "Eu não tenho nenhum desejo de levar todas as pessoas negras de volta para a África, há negros que não são bons elementos aqui e provavelmente não o serão lá." Apesar de ter sido criado como metodista, Marcus Garvey se declarava católico.

Marcus Mosiah Garvey nasceu em Saint Ann's Bay, capital da paróquia de Saint Ann, Jamaica. Ele era o mais novo de 11 filhos, 9 dos quais morreram ainda na infância. Garvey frequentou a escola infantil e elementar em Saint Ann's Bay, e era tido como aluno brilhante. Ele também recebeu instrução particular de seu padrinho Alfred Burrowes, proprietário de uma oficina gráfica. Com 14 anos Marcus Garvey tornou-se aprendiz no negócio.

O jovem Garvey, que gostava de nadar, tomar sol e jogar críquete, herdou o amor pelos livros de seu pai — um culto maçom, que possuía vasta biblioteca. Esse amor pelos livros também foi incentivado pelo padrinho Burrowes, também possuidor de uma biblioteca particular, da qual Garvey fez amplo uso. Ele também conhecia e travava contato com diversas pessoas que frequentavam a oficina para discutir política e assuntos da comunidade com Burrowes.

No mesmo ano em que se tornou aprendiz de Burrowes, Garvey foi profundamente marcado por um acontecimento de fundo racista. Como vizinho de uma família branca, ele havia criado laços de amizade com uma menina de sua idade, que aos 14 foi enviada para a Inglaterra e proibida de escrever cartas para Garvey porque ele era um nigger (termo de cunho preconceituoso usado em países de língua inglesa). Marcus percebeu então claramente as fronteiras que separavam negros e brancos na sociedade jamaicana.

Por volta de 1906 Garvey deixou Saint Ann's Bay em direção a Kingston, na tentativa de melhorar sua vida. Chegando lá ele trabalhou primeiro com um parente materno, e depois na empresa P.A. Benjamin Limited, como compositor na seção de impressão. Em 1907 se tornou um excelente impressor e contramestre. Nessa época um grande terromoto havia arrasado Kingston, o que gerou ainda mais pobreza na cidade. No ano seguinte (1908) os empregados da P.A. Benjamin, através do sindicato dos tipógrafos, entraram em greve por melhores salários. Foi a primeira experiência sindical de Garvey, que se juntou à paralisação apesar das promessas de melhores salários para quem furasse a greve. Com o insucesso do movimento, Garvey perdeu seu emprego, e foi colocado numa lista negra dos empregadores, sendo incapaz de arrumar outro emprego na tipografia privada; conseguiu, no entanto, uma vaga na imprensa do governo. Por esses anos Garvey também teve sua primeira experiência com jornalismo político, ao ingressar no National Club of Jamaica, um clube político.

Então ele saiu da Jamaica para ir para a Costa Rica, como fiscal em plantações de banana, por volta de 1910. Ao observar as condições de trabalho de outros negros, Garvey decidiu que tentaria mudar e melhorar suas vidas. Ele saiu da Costa Rica e viajou pela América Central e do Sul, a trabalhar e observar as condições de trabalho dos negros na região. Passou pela Guatemala, Panamá, Nicarágua, Equador, Chile e Peru. Em todo lugar Marcus Garvey observou que as condições de trabalho do negro eram péssimas, e que muitos enfrentavam o desemprego e a pobreza.

Em alguns dos países visitados, e sempre que podia, Garvey publicava pequenos jornais e panfletos contendo suas impressões sobre a realidade local. Na Costa Rica ele publicou o La Nacíonale, e no Panamá ele publicou o La Prensa. Contudo, além de enfrentar as autoridades (que chegaram a baní-lo da Costa Rica) ele também enfrentava o descaso do povo, que não era capaz de entender ainda a importância de ter uma voz na mídia para defender seus interesses.

Ao retornar para a Jamaica, Garvey pediu atenção do governo colonial para a situação da América Central, para que houvesse uma intervenção no sentido de melhorar a vida dos trabalhadores. Seu apelo foi recebido por ouvidos moucos.

Em 1912 ele partiu para a Inglaterra, onde vivia sua única irmã, Indiana. Em Londres ele aprendeu muito sobre a cultura africana e também se interessou pelas condições dos negros nos Estados Unidos da América. Visitava freqüentemente a Câmara dos Comuns e assistia conferências no Birksbeck College. Tornou-se amigo de Duse Muhammad, um egípcio nacionalista e que publicava o The African and Orient Review.

A experiência em Londres foi muito importante para Garvey, tanto no sentido de entender o funcionamento de uma democracia quanto pelo fato de poder entrar em contato com vários africanos que, nascidos em outras colônias britânicas, iam estudar na Inglaterra. Com essas pessoas Garvey percebeu que os problemas da Jamaica eram muito semelhantes aos problemas enfrentados por populações negras de todo o mundo. Foi ainda em Londres que ele entrou em contato com os líderes do Movimento Pan-Africano, e conheceu a obra de Booker T. Washington.

Ao redor do mundo, a memória de Garvey é mantida viva, seja em escolas e faculdades, estradas, prédios na África, Europa, Caribe e EUA; seja através da UNIA (com sua bandeira das cores vermelha,preto e verde); seja através de monumentos dedicados a ele, como o que figura na sala de heróis da Organização dos Estados Americanos, desde 1980.

Existem diversos monumentos dedicados a Garvey também na Jamaica, entre os quais o mais tradicional é a estátua em frente à biblioteca de Saint Ann's Bay. Na mesma cidade há uma escola secundária com o nome de Garvey. Kingston é servida com uma estrada que leva o nome de Marcus Garvey, e há um busto do herói no Apex Park. Algumas moedas jamaicanas têm gravada a fisionomia dele, também.

Marcus Garvey tem, para o povo negro, como contribuição mais importante o resgate do orgulho e da dignidade em ser negro. Suas atitudes mostram como o negro pode escapar do complexo de inferioridade racial.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Marcus_Mosiah_Garvey
http://www.international.ucla.edu/africa/mgpp/

Reggae in the Grass

Studio One

Reggae in the Grass (UK Studio One Sol 9007) 1968
http://sharebee.com/a52442d5

Sagrado Emmanuel I Selassie I Jah Rastafari

A Doutrina BoboShanti
A doutrina foi fundada pelo Sagrado Emmanuel I, em 1958 e tambem é conhecida como a Nova Ordem de Moisés, Congresso Preto, Igreja da Divina Salvação , Ordem Sabatical...
Ele veio ao mundo sem pai nem mãe, em 1915, já adulto, foi o Primeiro Original Rastaman, veio da cidade inatingível de Shamballa, de onde o Rei do Mundo, Melquisedec, reina, e muitos defendem que a mesma é no Mundo Subterrâneo. Seu nome completo é "Emmanuel Charles Edwards".Ele foi um dos seres mais enigmáticos que pisou na Jamaica.Ele foi um renomado Elder e se encontrou com o próprio Selassie I na Jamaica em 1966.Selassie deu à Emmanuel uma missão.Emmanuel fundou o Congresso na Jamaica, muitos o seguiram, Emmanuel continuou na cabeça do congresso até sua suposta morte em 1994.Dizem que ele foi crucificado pelos seguidores, para assim passar uma lição, mas ele logo voltou na forma de "Priest Shanty Tafari"(na verdade, um avatar de Emmanuel) que hoje está comandando o congresso.O Congresso é altamente popular em Ghana, Jamaica, Trinidad e Tobago e no Caribe em geral. Vivem sob rígidas normas morais, guardam o Sabath(Sábado), só fazem o uso da Ganjah no sábado e de forma privada. Eles só trabalham com um tipo de negócio, a fabricação de Vassouras para serem vendidas nas cidades. Eles só fazem isso, mesmo tendo hábeis artezãos, só fazem isso, pois quando os judeus estavamo no exílio do Egito só faziam um tipo de comércio. Quando as mulheres entram no período de menstruação, devem ficar numa construção específica até este passar, assim ela passa por uma purificação.Os bobos tratam um ao outro como princípes e princesas, pois :"Todo homem de direito é Deus em carne e toda mulher de direito é Deusa em Carne".Essa comunidade tem muito respeito com a mulher, mas ela não pode abandonar o marido, nem andar em trajes vulgares.Os bobo-dreads usam um turbante e túnica, como tradição, o turbante é indispensável.Bobo significa "preto" e Ashanti são guerreiros africanos que viveram em Gana.Os Bobo-Shantis são a ordem mais respeitada, pela retidão para qual eles vivem; Eles acreditam em reencarnação, acreditam que a Trindade se manifesta na Terra, acreditam que Emmanuel é o Altíssimo Sacerdote de Melquisedec e também uma espécie de Cristo Preto.A Trindade se manifesta no Rei (Deus Selassié), no Profeta (Garvey) e Sacerdote (Emmanuel). Os 3 são diferentes pessoas, mas compartilham o mesmo espírito, por isso que os Bobos sempre cantam:" Emmanuel Garvey I Selassie I Jah RastafarI!"

Esse texto foi escrito por Lij 'Moa Anbesa

Etiópia


A bandeira da Etiópia, cujas cores verde, amarelo e vermelho, são representantativas também do movimento Rastafari. A cor verde representa a vegetação da África (simboliza ainda fertilidade, trabalho e desenvolvimento), a cor amarela a riqueza que o continente africano tem a oferecer (significa também a justiça e a igualdade) e a cor vermelha o sangue dos mártires (representa o sacrifício à liberdade. No centro da bandeira encontra-se o emblema do país (imagem ampliada ao lado) – um pentagrama amarelo com raios amarelos nos vértices, cuja cor azul representa a paz e a estrela representa a unidade das nações, das nacionalidades e dos povos da Etiópia.
O nome do país tem origem na palavra grega "aethiops" que significa "rosto queimado" e que designa à África Negra. Já o antigo nome Abissínia, em árabe, significa "comunidade reunida", por referência ao reinado da Abissínia que compreendeu a Etiópia atual, a Eritréia, a Somália e se estendia até a Núbia, no atual Sudão.
O sistema de governo baseia-se na repartição do poder entre nove regiões administrativas, delimitadas segundo critérios étnicos, e um Parlamento forte, integrado por uma câmara baixa com 548 representantes (Conselho de Representantes do Povo) e pelo Senado com 108 assentos (Conselho Federal). Os representantes do povo são eleitos por voto popular direto, enquanto que os senadores são designados pelas regiões administrativas.
O Presidente da República exerce funções mais protocolares, sendo designado por ambas as casas do Parlamento. O atual ocupante do cargo é Girma Wolde Giorgis, que substituiu Negaso Gidada, em outubro de 2001.
O Chefe do Governo e mandatário de fato, igualmente designado pelo Parlamento, é o Primeiro-Ministro, Mélès Zenawi, no poder desde agosto de 1995.
O Governo é dominado pela Frente Democrática Revolucionária Popular da Etiópia (EPRDF), coalizão de grupos rebeldes que assumiu o poder em 1991, após longo período de conflitos internos.
A Constituição, promulgada em agosto de 1995, formalizou o atual sistema de "federalismo étnico", concedendo, em teoria, ampla autonomia às regiões administrativas, inclusive o direito de votar pela secessão. Na prática, as regiões estão fortemente submetidas ao controle financeiro do governo central.
A importância da Etiópia no contexto da África cresce em razão de sua capital constituir a sede da União Africana, organismo regional que sucedeu, em 2001, à Organização da Unidade Africana, igualmente instalada em Addis Abeba, em 1961.
Na capital etíope, também se encontra a Comissão Econômica para a África e estão instaladas mais de 70 representações diplomáticas de países de todos os continentes. A Etiópia integra o COMESA – Mercado Comum da África Austral e Oriental, bem como a IGAD – Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento.
Secas periódicas assolam o país, mas dois terços das terras são férteis e a região tem muitos lagos. Cereais e café são as culturas predominantes. Ainda hoje o país sofre as conseqüências da longa guerra civil iniciada nos anos 60.
Na década de 80, o país é assolado por uma grande fome, provocada pela seca e pela guerrilha da província separatista da Eritréia (ex-província etíope), que conquista sua independência nos anos 90, fechando o acesso da Etiópia ao Mar Vermelho.
Em julho de 1977, a Etiópia é invadida pela Somália, que defende o separatismo de comunidades somalis no Deserto de Ogaden ou Ogadén. Veja mais em História da Etiópia!

Bandeira Nacional: as cores populares da Pan-African da Etiópia (amarela, verde e vermelha) são utilizadas também nas bandeiras nacionais de outros países: Benin, Burquina Fasso, Camarões, Congo, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Mali, Ruanda (antiga bandeira), São Tomé e Príncipe, Senegal e Togo.


Yellowman vs. Josey Wailes

Two Giant Clash
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O Livro da Vida

Entre os Rastas é muito comum a interpretação das passagens bíblicas. A versão bíblica do rei James da Inglaterra é tida como contendo apenas metade do “livro da Vida”. Os próprios Rastas costumam lembrar que “a outra metade nunca foi contada”. Os Rastas usam a versão Macabeus de origem etíope, considerado o livro integral da Revelação. Entre revelações encontra-se o segredo e o significado dos Sete Selos do Rei Salomão.

“E Eu chorei muito pôr nenhum homem ser merecedor de abrir o livro nem soltar os Sete Selos. E um dos anciões disse, “Não chore, contemple o Leão da tribo de Judá. A raiz de Davi foi capaz de abrir o Livro e soltar os Sete Selos, e Eu contemplei, e no meio do trono, no meio dos anciões , um cordeiro foi morto pô sete chifres, de sete olhos, e dos sete espíritos de Jeová eterno, enviado adiante pôr toda a terra , e Ele veio e tomou o livro na mão direita de Sua Majestade Jah Ras Tafari I que está sentado no Trono”. E o sétimo Selo foi libertado. O Sétimo Selo é conhecido como Haile Selassie I , o Primeiro da Etiópia”.


Dr. Alimantado

Best Dressed Chicken In Town
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Ras Tafari I e a Profecia Etíope

Ras Tafari é um movimento pan-africano com apresentações e messiânicas, que se originaram no despertar de uma revelação profética feita pôr Marcus Garvey na Jamaica. Desde sua inserção na década de 30, o movimento cresceu de uma pequena localidade, em West Kingston à um movimento internacional de repatriação negra.
Através das primeiras três décadas de seu desenvolvimento, o movimento foi banido da sociedade jamaicana. Periódicas confrontações com autoridades coloniais britânicas marcaram os Rastas em suas intenções revolucionarias, tanto cultural quanto espiritualmente. A metade de década de 60 trouxe um período de transição no entendimento social em relação ao Rasta e a sua forma de se viver.Depois da publicação em 1960 da “Reportagem sobre o Movimento Ras Tafari I em Kingston (capital da Jamaica)”
veiculada pela Universidade local, subsequentes eventos e um clima de positivismo tornaram-se publicamente notórios. Essa mudança na percepção publica serviu para legitimar a visão ampla do significado da Vida que os Rastas tanto propunham, como uma responsabilidade cultural ao legado da escravidão e do colonialismo na Jamaica.
Durante esse período de transição na década de 60, um grande numero de descontentes e jovens da classe media juntaram-se aos miseráveis que moravam nas favelas, e dali formaram o esteio do movimento Ras Tafari I.
Esse crescimento acelerado foi acompanhado pela popularização da doutrina Rasta através da comunicação de massa e também artisticamente . os ritimos de musica Ska, rocksteady e o reggae disseminaram nas décadas de 60 e 70 os valores e os sentimentos dos Dreadlocks (um dos termos empregados para identificas um Rastas) , como um apelo alternativo depois das épocas de pos-colonialismo.

The African Brothers / King Tubby

The African Brothers Meet King Tubby in Dub
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