Drug - War

Durante longo tempo, os consumidores israelenses de drogas estiveram contentes em fumar o haxixe libanês, mas agora, enquanto a guerra entre os dois países segue com grande violência, alguns estão pedindo um boicote porque o tráfico entre as fronteiras ajuda a financiar o Hezbolá, informou o Jewish Daily Forward na quinta-feira. O haxixe é a forma mais popular da maconha em Israel e o Líbano é o fornecedor número um, de acordo com o aparato legal israelense.

O pedido de boicote veio do ativista e morador de Jerusalém, Dan Sieradski, que publicou a idéia no seu blog Orthodox Anarchist. "Uma organização terrorista respaldada pelos persas é a principal fornecedora de haxixe ao mercado israelense atualmente”, escreveu Sieradski. “E por isso, com um grande peso no meu coração, estou boicotando oficialmente o haxixe a partir deste momento”.

O cultivo de haxixe no Vale Bekaa no Líbano tem sido contrabandeado tradicionalmente para Israel por nômades árabes, beduínos e drusos israelenses, mas o Forward informa que desde que Israel se retirou do Líbano em 2000, o Hezbolá assumiu o controle do tráfico - e dos lucros associados. "O Hezbolá está supervisionando diretamente a operação inteira", disse o Capitão da Polícia, Avi ElGrise, ao Jerusalem Post. "Eles dizem onde, quando e quantas drogas são trazidas".


Persa fumando haxixe (da DrugLibrary.org)

O pedido de Sieradski tem tido resultados confusos. Para alguns consumidores israelenses de haxixe, o boicote é uma maneira de expressar a sua consternação com a guerra e os ataques implacáveis com mísseis do Hezbolá contra Israel. "É o seguinte, se se compra drogas do Líbano, pode-se financiar o terrorismo através do Hezbolá contra Israel", comentou um usuário. "Quem entre nós iria querer isso na sua consciência? Eu não!" Outro jovem boicoteador comentou: "Já é ruim o bastante que estejam tentando explodir o nosso país. Não vou pagar-lhes para que façam isso".

Nem todos concordam. O Forward citou um traficante da área de Jerusalém que disse, "Tudo bem do Hezbolá", mas ele não dava a mínima. O comentário dele sobre o boicote? "Enrole-a, acenda-a, fume-a".

O pedido de boicote também incitou alguns a debaterem que chegou a hora de legalizar o tráfico de haxixe a fim de enfraquecer o Hezbolá. Contanto que existam lucros ilícitos a ganhar, há dinheiro no banco para a organização da resistência xiita, observaram.

O pedido de boicote também pode ser uma expressão da realidade dentro de Israel. Com a fronteira Líbano-Israel sendo a cena de duros combates, é questionável a quantidade de haxixe libanês que está passando agora.

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